Igualdade, a luta de um povo desigual.

Uma coisa não é justa porque é lei, mas deve ser lei porque é justa. - Barão de Montesquieu

Eis que surge a República dos Estados Unidos do Brasil, aclamada Constituição da República de 24 de fevereiro de 1891 cujo jargão advém da promessa de igualdade no seio da pátria que representará os interesses do heroico povo brasileiro.

Para Rui Barbosa, o "Águia de Haia" a igualdade era parte de um modelo republicano que obsta as desigualdades sociais e, sobretudo, objetiva semear a igualdade de direitos resguardados por uma Constituição Democrática. Contudo, décadas depois o próprio Rui Barbosa, já não mais brilhante em sua convicção de igualdade, observa que a igualdade não era apenas um advento revolucionário, mas uma questão política que seria explorado pelos governos que o sucederiam pois o povo parecia carecer de tino prático para discernir ideais de Liberdade, quiçá de Igualdade.

Assim como Santos Dumont, "o pai da aviação brasileiro", quando inventou o aeromodelo de planador observa, mais tarde, sua invenção sendo utilizada na aviação de guerra.

Infelizmente algumas questões não poderiam ser sanadas tão facilmente para as questões sociais fruto de um Brasil colônia. A história mostraria que muito esforço seria necessário para superar o impetuoso "Pau que bate em Chico, não bate em Francisco", marcado por interpretações de abuso diante de um Brasil iluminado ao sol do novo mundo.

Mais tarde, a construção da Constituição de 1988 elevou conquistas de direito importantes como a Dignidade da Pessoa Humana, e outros princípios basilares do Direito.