Baixada Santista está pronta para voltar a CRESCER.

Quando olhamos para o alto em qualquer metrópole do globo admirando a beleza e arquitetura dos edifícios é impossível calcular a quantidade de aço, concreto e vidro necessário para sustentar aquele arranha-céu de Hong Kong, Nova Iorque, Singapura, Dubai, São Paulo, Tóquio ou até mesmo as torres residenciais de Santos. Nos automóveis só observamos a tecnologia agregada ao produto sem dar conta do material utilizado na sua produção. E assim para a geladeira, fogão e demais eletrodomésticos que recebem o acabamento do aço inoxidável. Segundo o Conselho Nacional da Industria - CNI, a industria brasileira do segmento foi responsável por 1,9% da produção mundial de Aço, ocupando a nona posição no ranking liderado pela China, que em 2017 produziu 49% do total da produção mundial. No entanto a industria nacional do segmento, representada por empresas como Gerdau, Usiminas, CSN, Sinobrás, Votorantim, Vale apesar da demanda por Aço e outras matérias-primas que abastecem o mercado interno e externo, como o Minério de Ferro, Manganês, Aço, Alumínio, Cobre etc tiveram sua capacidade de produção contida ou transferida para outros polos industriais. O mercado Chinês consome quase 2/3 da matéria-prima referente a produção do Aço para o seu próprio consumo e exportação, negociando grandes quantidades de minério de ferro de outros países, e demais insumos para sua industria, o que elevou o preço do Aço brasileiro por conta da exportação destas matérias-primas também negociadas pela industria brasileira do Aço. Conforme relatório de inteligência de mercado da Associação Brasileira de Industria de Máquinas e Equipamentos - ABIMAQ, edição 02/2018, o Minério de Ferro e o Carvão representam 65% do valor do custo final da produção do Aço bruto.

Em outras palavras, isto traz vantagens e desvantagens econômicas por conta dos investimentos externos que recebemos para suprir esta demanda. Estes acordos comerciais internacionais permite negócios para dentro de suas fronteiras que trazem empresas, cidadãos estrangeiros, produtos e serviços que é realizado entre países aliados ou signatários de acordos internacionais. Talvez o ponto mais importante da abertura de mercados seja a geração de emprego e renda para o trabalhador brasileiro. Possibilitando a alavancada do Produto Interno Bruno - PIB brasileiro.

No entanto, a região da Baixada Santista esteve diante da crise e sofreu a duras penas com demissões em massa nas últimas duas décadas, sobretudo com o encolhimento do polo industrial de Cubatão que na virada do milênio oferecia expectativa de emprego e renda nos setores petroquímico, siderúrgico, químico, fertilizante e logística. O que teve efeito em um "Tsunami" econômico que assolou a região da Baixada Santista, impactando o Índice de Desenvolvimento Humano - IDH para os próximos 30 anos. Para o Brasil, estes setores da industria ficaram abaixo da media nacional de crescimento. Já o Porto de Santos procura meios para expansão devido ao pouco espaço físico destinado a este segmento de industria.

Vale do Silício Brasileiro. 

Outras regiões demonstraram crescimento acima da média nacional, como o Vale do Silício da região metropolitana de Campinas, situado a 171 km do Porto de Santos. A região é composta por 19 cidades que respondem por 2,7% do PIB nacional e abrigam empresas como IBM, Dell, Lenovo, HP, BOSCH, Magneti Marelli, Honda, EMS, só para citar algumas. Sobretudo com a instalação de cinco modernos parques tecnológicos: Companhia De Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia De Campinas (Ciatec), Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), Unicamp e o Tecnopark, além de outros incentivos do governo como a isenção do ICMS e IPTU entre outros commodities que impulsionam a pluralidade de novos negócios realizados na região nas últimas décadas. Além das incubadoras mantidas pelo governo que fortalece a atividade empresarial.

Referências: