Jovens intelectuais brasileiros enfrentam dificuldade para pagar a conta.

O mercado de trabalho brasileiro exige, cada vez mais, profissionais gabaritados e com formação de nível superior mas não cria, contudo, salários compatíveis.

Em síntese, o brasileiro precisa fazer pelo menos três vezes mais esforço para conquistar o básico em alimentação, transporte e moradia do que o norte-americano considerando uma graduação similar. Observando o índice de desemprego e a alta carga tributária do país as dificuldades em manter o básico *sem lazer* está presente no dia a dia dos brasileiros, em sua maioria, jovens que ainda não conquistaram um espaço no mercado de trabalho mas este número tem atingido outras faixas etárias com o desemprego. Certa vez um antropólogo disse que o sucesso de alguém está relacionado cada vez mais com o investimento. Infeliz realidade pois a oportunidade não alcança a população desapadrinhada mas é oferecido nas propagandas eleitorais.

Sensação de impotência - é o fardo de quem não consegue autonomia para custear necessidades primárias. Na grande São Paulo o número de desempregados foi estimado em 1.77 milhão, o que é um número bastante significativo considerando que a região concentra o maior percentual de profissionais qualificados do Brasil que é disponibilizado ao mercado.

Segundo o Sindata / Semesp 2012, entre a população economicamente ativa do Estado de São Paulo, 17,2% do total, têm nível superior completo. O maior contingente de trabalhadores no Estado é formado por pessoas com ensino médio completo: 43,8% do total.

Já a Região Metropolitana de São Paulo com 21,5 milhões de habitantes concentra o maior polo de educação pública e privada do país. De acordo com o Censo INEP / Semesp 27,2% dos alunos matriculados em nível superior presencial estão no Estado de São Paulo. Apesar de algumas áreas possuírem mais ou menos demanda por especialistas, no geral, os salários diminuíram ou estagnaram e a exigência aumentou.

Entre os principais obstáculos para o desenvolvimento profissional estão:

  • Desemprego;
  • Carga Tributária;
  • Nenhuma bolsa auxílio;
  • Aluguel muito caro;
  • Qualidade do ensino médio;
  • Dificuldade no financiamento estudantil.